Desenvolvimento do seu filho

Sabe se o seu filho tem um desenvolvimento adequado à idade?

Perceber se o seu filho tem um desenvolvimento adequado à idade indica-lhe se houve durante o percurso evolutivo algo que comprometeu esse mesmo desenvolvimento e dar-nos-á pistas sobre as áreas mais comprometidas e as mais sadias.
Na posse desses dados, poder-se-á organizar uma intervenção psicológica"cirúrgica" com o objectivo de que o desenvolvimento se retome do ponto onde se produziram alterações.
Hoje, sabe-se ainda relativamente pouco, comparativamente com outras áreas, sobre o cérebro humano. Sabe-se, contudo, que somos o resultado de múltiplos factores, alguns dos quais ainda desconhecidos para nós. Tudo conta, desde a antropologia, a sociologia, as neurociências, a genética, a psicologia, a psicanálise, e é pouco para dar conta da complexidade do ser-humano.
Sabe-se, contudo, que a maneira como os pais educam os filhos exerce uma poderosa influência sobre aquilo em que eles virão a tornar-se.
É fácil de compreender a enorme responsabilidade que daqui advém para os pais. Se os pais se atêm a esta ideia, pode ser desastroso, pois perdem a sua espontaneidade, produzindo em si mesmos comportamentos que visam não causar "traumas" nos seus filhos. Pais pouco genuínos geram crianças pouco genuínas. Às preocupações, sistema de valores, e estilo próprio de cada família, os pais poderão acrescentar estas sugestões para a promoção do desenvolvimento dos seus filhos.

Para que cresçam bem as crianças deverão ter:


- Uma mãe ou um pai disponíveis e, no melhor dos casos uma mãe e um pai diponíveis. Disponibilidade efectiva e mental.
- Muito colo. O mito de que eles habituam-se mal é completamente infundado. A lógica é a seguinte: quanto menos se dá, mais as crianças pedem e quando não recebem na fase devida, passam o resto da vida à procura daquilo que ficou em falta na infância.
- Um quanto baste de regras, que sirvam de balizas para regular o comportamento.
- O mais possível de autonomia. Aqui é importante não confundir autonomia com a necessidade que, muitas vezes os pais têm de que os filhos cresçam depressa, impondo-lhes cedo demais que durmam sozinhos, que sejam autónomos à mesa e a vestir-se, que controlem cedo os esfíncteres, por exemplo. Assim, é necessário que os pais dêem oportunidades ao bebé e à criança para que eles explorem o mundo pelas suas próprias mãos, funcionando os pais dos bebés essencialmente como preventores de acidentes e funcionando os pais das crianças (mais a partir dos 3 anos) como delimitadores, através essencialmente da criação de regras, do seu amplo campo de açcão.
O que os bebés e crianças já sabem fazer sozinhos deverão fazê-lo dessa forma e o que ainda não sabem devem ser ajudados pelos pais a fazerem.
Por vezes os pais terão de se subtituir aos filhos, no caso de a tarefa ser muito difícil para a fase de desenvovimento que eles se encontram; por vezes os pais deverão fazer em conjunto e não apenas demonstrar como se faz.
Por exemplo, quando verificar que o seu bebé está a ter dificuldade em encaixar uma peça de um jogo de encaixe, diga que o vai ajudar e coloque a sua mão por cima da dele para realizar a tarefa. Se o seu filho mais crescido estiver com dificuldade para realizar aguma tarefa, pergunte-lhe se precisa de ajuda e ajude-o, não faça por ele.
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