A premissa do trabalho que desenvolvo em Escolas:
O que o professor sente com cada aluno determina o processo de ensino-aprendizagem muito mais do que as técnicas pedagógicas que utiliza. Quem o professor é e foi (sua infância) são elementos fulcrais no processo de ensino-aprendizagem. Quem as crianças são, determina a forma como aprendem e se sentem em contexto escolar, muito mais do que os seus recursos cognitivos.
1. Grupos de Escuta de Professores/Educadores
Situação grupal orientada pelo psicólogo abrindo-se espaço para a circulação de ideias, questionamentos, pensamentos e expressão de sentimentos que acompanham os professores na sua actividade diária. Porque é que determinados alunos despoletam no professor sentimentos de ternura, outros alunos de raiva e outros até de desamparo?
Poderão ser discutidos os casos de alunos que constituam um maior desafio para o professor, por sentirem mais dificuldade em lidar com determinada criança, mais dificuldade em levar determinada criança a aprender/apreender, incidindo a análise nas capacidades de transformação que a criança e aquele professor têm para alterar a situação.
2. Formação para Professores/Educadores
Temas de algumas formações:
Dislexia: entendendo o que está "desligado"
Requisitos essenciais para o crescimento e aprendizagem
De que fala o Sucesso/Insucesso Escolar?
Educação para o Futuro: como nos mantermos artesãos numa grande indústria?
O professor e a (sua) Infância!
Para entender as capacidades de ler, escrever e contar precisamos saber o que lhes subjaz (precisamos olhar para outro lugar)
Brincar: uma maneira de resolver problemas
Pôr a sua criança Interna em Contacto com as Crianças Reais
3. Formação para Pais
Temas:
Sobre a Disciplina
Requisitos essenciais para o crescimento e aprendizagem
Brincar: uma maneira de resolver problemas
Pôr a sua criança Interna em Contacto com as Crianças Reais
Sexualidade Infantil
4. Psicoterapia Infantil
Existe a possibilidade de a psicoterapia ser realizada na escola ou no consultório.
Nas crianças as dificuldades psicológicas manifestam-se regularmente de forma pouco clara para os adultos. Em vez de poder pensar e expressar tristeza, a criança revela desinteresse na escola ou, ao contrário, investe excessivamente nos estudos. Também pode tornar-se violenta com outros, ter problemas ao nível da linguagem, entre outros sintomas.
Muitas vezes, em vez de uma tristeza manifesta, aparece uma instabilidade, anorexia, queixas somáticas, gaguez, tiques, enurese, encoprese, dificuldades de aprendizagem.
Encontramos, no caso das crianças irrequietas, um aparelho psíquico com dificuldade em pensar as suas angústias mais primitivas. Assim, a criança é impelida para uma movimentação sem fim, por uma insegurança interna, impossível de aliviar de outro modo, dada a sua incapacidade para pensar suficientemente sobre o que a afecta.
Se continuarmos a dirigir as acções terapêuticas ao sintoma (nomeadamente medicando) e não áquilo que lhe subjaz, estaremos a pacificar as crianças que assim deixam de incomodar, sem que, no entanto se consiga pôr a funcionar o que nelas está em falta.
A Psicoterapia Infantil, a modalidade psicoterapêutica que utilizo, visa a compreensão psicológica profunda da criança e alterações de comportamento e relacionamento consigo própria e com o mundo.
A Psicoterapia, surge na sequência de uma ou duas entrevistas de avaliação, nas quais se estipula a regularidade das sessões (usualmente semanal ou bi-semanal).